Com problemas relacionados ao racionamento de água e ao aumento no valor da energia sendo cada vez mais frequentes em nosso cotidiano, o tema sustentabilidade torna-se ainda mais presente, sendo perceptível o aumento no número de pessoas e empresas engajadas com a causa.

Para contribuir com a preservação do Planeta Terra, uma espécie de “onda verde” surgiu com o objetivo de evitar o desperdício de recursos naturais, como a água. Para se ter ideia, algumas dessas alternativas contemplam o aumento da produção de carros verdes, movidos à energia elétrica e a construção de edifícios sustentáveis, desenvolvidos para impactar da menor maneira possível a natureza.

O que são:

Edifícios verdes são prédios totalmente sustentáveis, voltados para a preservação ambiental e economia de recursos naturais, construídos para causar o menor impacto possível na natureza. Para isso, são adotadas práticas, técnicas e tecnologias com a função de otimizar a qualidade do ar, o uso da água, da energia, reduzir a emissão de poluentes, tratar corretamente os resíduos sólidos, propiciar a segurança do trabalho e a ergonomia do ambiente profissional.

Veja no esquema abaixo o funcionamento:

Fonte: G1

Água

Evitar gastos desnecessários é uma das premissas dessas construções. Para isso, dependendo do projeto, são instalados telhados verdes ou sistemas de captação da água da chuva para fins não potáveis, como limpeza e utilização em banheiros. Além disso, torneiras e descargas inteligentes, sobretudo nos banheiros, para não permitir o consumo excessivo desse recurso tão importante.

Eficiência energética

A questão energética é outra grande preocupação dos prédios verdes. Neles, o aproveitamento máximo de luz e ventilação natural é fator crucial, assim como a eficiência de todos os aparelhos eletroeletrônicos em funcionamento e do sistema de iluminação, que utilizam lâmpadas frias, como as de LED.

Outro ponto importante está também na utilização de energias renováveis, como solar ou fotovoltaica e eólica. Alguns projetos também aproveitam para produzir energia a partir do lixo e até de pequenas hidrelétricas.

Qualidade do ar

Uma das grandes preocupações dos edifícios verdes está na condição do ar circulante. Para que este seja de qualidade satisfatória, é preciso realizar manutenção periódica em dutos e aparelhos de ar-condicionado para reduzir e até eliminar a circulação de gases e poluentes atmosféricos no ambiente.

Para manutenção do prédio ou dos vidros, o uso de uma plataforma aérea ou balancim torna o serviço rápido e eficiente.

Descarte de lixo

Os edifícios verdes também contam com programas de coleta seletiva de lixo inseridos em seu interior e de gerenciamento desses resíduos que podem posteriormente, ser aproveitados para outras finalidades. Além de proporcionarem uma excelente conscientização ambiental aos seus frequentadores.

Os resíduos provenientes da construção civil também podem ser gerenciados para causar o menor impacto no meio ambiente.

Decoração e mobiliário

Esse quesito pode até parecer banal e de pouco impacto ambiental, mas não se engane: utilizar mobiliário e artigos de decoração com matéria-prima certificada, como madeira de reflorestamento, tintas ecológicas e produtos feitos a partir de material reciclado, por exemplo, são ótimas alternativas limpas.

Fator externo

Muitas empresas vão além e pensam na sustentabilidade também fora de seus escritórios e fábricas. Algumas utilizam suas tecnologias para revitalizar o entorno de seus prédios, parques próximos e, assim, melhorar a qualidade de vida de seus funcionários e vizinhos.

Outras oferecem vagas preferenciais para funcionários que utilizem carros a álcool ou elétricos, inclusive com pontos de recarga, que provocam menos emissões de poluentes. E a maioria desses edifícios conta ainda com amplo espaço para “estacionar” bicicletas.

 

Franco crescimento

As “edificações verdes” alcançaram um patamar histórico nos últimos 10 anos e deixaram de ser um privilégio do alto padrão. De 2007 a 2016, o Brasil gerou uma economia total de 348 milhões de dólares, sendo 251 milhões em energia, 11 milhões por reverter impactos provenientes das mudanças climáticas como, por exemplo, mortes causadas por poluição do ar ou prejuízos causados nas regiões costeiras e 86 milhões em redução de poluição, resultando em menos absenteísmo e diminuição nos custos com consultas médicas.

Os prédios verdes são uma das grandes tendências mundiais e o Brasil já é o quarto país do mundo com mais prédios verdes! São 601 empreendimentos com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de orientação ambiental de edificações usado em mais de 130 países. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos, que conta com 41.857 prédios, da China, que tem 996, e dos Emirados Árabes Unidos, com 791. Mas não para por aí. O Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) – certificação internacional de construções sustentáveis baseada no processo francês Démarche HQE, desenvolvido e adaptado à regulamentação brasileira pela Fundação Vanzolini –, aponta mais 129 certificados. Os selos trazem diversas vantagens para os empreendimentos, tais como a redução dos custos operacionais e valorização do imóvel.

 

Veja também: https://www.grupoorguel.com.br/blog/novos-centros-de-operacao-valorizam-sustentabilidade/

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/conheca-10-edificios-sustentaveis-do-brasil/

http://folhadealphaville.uol.com.br/especiais/27795