Fonte: treinaweb

Você sabe o que é a teoria da complexidade? Essa teoria ou modo de pensar é muito presente em várias vertentes profissionais, na sociedade, nas relações interpessoais e no dia a dia.

O termo “complexidade” nessa teoria não tem a função de remeter ao difícil ou ao complicado e sim ao conceito de complexus, uma palavra do latim que significa aquilo que está tecido junto. Ou seja, essa teoria se remete ao todo, às ligações do mundo e da sociedade.

Para alguns pensadores, “complexidade” também pode ser definida como incerteza, posto que todo sistema complexo possui um grau elevado de imprecisões. Para entender a teoria da complexidade, o médico-psicoterapeuta conhecido por seu trabalho em relação a teoria da complexidade, Humberto Mariotti, e alguns pensadores chegaram à conclusão de que existem seis princípios básicos para o entendimento dessa teoria, que são:

  1. Relações sistêmicas: Diz que devemos analisar os eventos e suas relações e não cada um individualmente;
  2. Causalidade circular (feedback): Os efeitos retroagem sobre as causas até não sabermos mais o que é o que;
  3. Coexistência de opostos: Esse princípio diz respeito a paradoxos, algo é e não é ao mesmo tempo;
  4. Auto-organização: Todo sistema complexo é capaz de se organizar sem a interferência de fatores externos;
  5. Incerteza e caos: Pequenas ações podem causar grandes consequências e vice-versa;
  6. Princípio hologramático: As partes estão no todo e o todo está nas partes.

De modo geral, é possível entender que complexidade diz respeito à toda nossa sociedade, onde cada ação se resume a esses princípios, já que as pessoas e a sociedade estão interligadas por uma extensa trama.

Pensando nisso a Universidade Politécnica da USP, em Santos/SP, está desenvolvendo um novo curso de graduação voltado para essa vertente, a Engenharia da Complexidade. O curso inédito no Brasil foi apresentado no 1º Colóquio Internacional da Poli (Universidade Politécnica da USP), que aconteceu em abril desse ano. De acordo com os seus criadores, a intenção do curso é criar o Engenheiro do Futuro: um profissional capaz de propor soluções em cenários de alta complexidade.

Fonte: Telemundo

Durante o curso, que terá a duração de cinco anos, o aluno aprenderá sobre disciplinas voltadas exclusivamente para a sua área de trabalho, como Física e Matemática, que são a base do curso.

Em suma, esse curso não se preocupa exclusivamente em formar Engenheiros de projetos, o objetivo é formar profissionais que consigam ver além, que consigam enxergar detalhadamente todos os impactos que o produto desse projeto pode causar na vida das pessoas, no local e na economia.

Veja o exemplo que foi apresentado no Colóquio: Na construção de um túnel ou viaduto em uma cidade, o Engenheiro da Complexidade vai estudar os impactos que aquela construção terá no local, não só o óbvio (que seria o próprio túnel ou viaduto), mas também, o impacto que aquilo causaria na economia, no ambiente e na população daquela sociedade.

O curso é novidade no Brasil, mas já é tema de pesquisa em várias universidades no mundo, como Oxford (Reino Unido), Stanford (Estados Unidos) e Sidney (Austrália), entre outras. No Japão, o tema ganha ainda mais destaque na Universidade de Tóquio, que conta com um departamento de Ciência e Engenharia da Complexidade.

O mercado de trabalho é muito dinâmico e está em constante atualização, sendo imprescindível estarmos abertos às novidades, do contrário, a obsolescência é inevitável.